"Give a man a fish and you feed him for a day; teach a man to fish and you feed him for a lifetime"

:oD
(Thank you for buzzin', Gonças!)
Achei cómico.Mas soluções encontram-se sempre!
Não deixa de ser intrigante: O que quer afinal o chaveiro? E o que faz ele com a chave que o abre e fecha escondida dentro de si?


Gosto de falar contigo. Gosto muito.
E falámos logo nos vários significados possíveis, ou pelo menos no mais marcante que é muito simples: podemos levar uma vida boa sem grandes erros (sim, porque errar todos erramos), mas no momento em que, seja por que razão for, damos um passo em falso e erramos, logo todo o passado de boas acções é esquecido. Tudo o que se construíu, toda a floresta que tanto tempo floresceu em silêncio e sem que por isso se tocassem sinos, de um momento para o outro quase parece que entra em auto-combustão.
Mas árvores caem, árvores ardem e sim, fazem ruído e pode ser ensurdecedor. O barulho da destruição é muito superior ao da construção. E ver a ruir faz-nos perceber que antes não apreciámos nem valorizámos o crescimento como deviamos ter feito.
Mas para quem tem essa capacidade - porque há quem não tenha, há quem goste de pegar fogo às florestas e destruir mais à sua volta do que construir e sei, já vi acontecer e já sofri por estar mais perto do que devia - mas a quem consegue, resta tentar saber porque caiu a árvore; Reconhecer que caiu e não descurar ou esquecer toda a floresta que ainda existe e precisa de ajuda para recuperar da perda. Resta considerar plantar mais árvores, e tratá-las de forma a que não caiam mais. Aproveitar a queda, aprender algo (muito!) com ela, usar a madeira para construir alguma coisa útil que ajude a melhorar e a crescer. Cada vez mais sólido.
Obrigada pela frase. É bom ter destas coisas para pensar e equacionar os nossos passos.
Eu sei que pode parecer tolo, mas gosto destas metáforas. :o)
A Barbie era igualzinha à minha... e fiquei cheia de pena por ter crescido e nem saber onde ela anda e se ainda existe sequer! Deve andar na cave dos pais.
Eu acreditava mesmo em miúda que os brinquedos ganhavam vida quando eu não estava a ver. eheh este filme foi um bom regresso. Bolas, como é que o tempo passou tão depressa?
:o)


Soon to be found.
Até porque tem mesmo de ser pois que a vida não pára! E Setembro não vai dar tréguas. :o)


Gostei mesmo! Check it out :o)

são extremos...! :op [Jacques de la Palisse?? :o) ]
Após a infelicidade de me terem "desviado" o ipod vermelho... (nana's nano) eis que me presentearam com um cor de rosa... e apesar de gostar muito do meu vermelho porque foi uma oferta especial, este cor-de-rosa tem cá uma pinta!
Não sei quem era o senhor desta segunda foto mas parou na altura certa! :op


Só quero ver como vou aguentar aquele véu medalhento na cabeça... mas vai ter que dar, ai vai, vai... como "tapa misérias"! :oD
Vá, Fá'xavor de vir à Feira Medieval. :o)
Foi na passada 4ª feira. (portanto já não é um post spoiler para quem não viu e não conhece!)E eu adorei esta estreia absoluta e encomenda da OrchesTrutopica: Before Spring - A Tribute to the Rite (2010)
Gostei particularment do facto de, a meio da peça, terem sido divididos os metais e os instrumentos de sopro, do resto da orquestra, uns para a escadaria do lado direito do Grande Auditório e outros para a escadaria do lado esquerdo, respectivamente, e bem perto de mim, ficaram os Piccolo, Oboé e Clarinete, iluminados com grandes bolas de luz e foi um festival de acústica, diferente da atitude tradicional e com uma curiosa diversidade estética!
E chegava o momento de ter uma outra luz, desta vez a incidir sobre um montinho de areia e um homem - O Sábio - que parecia fazer um aquecimento. E depois dança... movendo-se de uma forma quase primitiva, bastante atlética, fazendo posições que faziam esticar as roupas e ao mesmo tempo deixavam os olhos em suspenso, àvidos por mais.
Em surdiana disse à minha mãe: "estou mortinha que dê um pontapé na areia!"
Mas não, em vez disso, entram, um a um, homens, com grandes sacos de areia que despejam em montes iguais ao primeiro e luzes incidem sobre cada montinho. Todos dançam, livremente, às vezes sincopados, outras vezes não como se de um ritual meio caótico se tratasse. Todos elegantes, a maioria com roupagens iguais, simples, leves que deixavam transparecer ângulos inesperados do corpo.
Para mim o momento alto da peça nem é a dança da "Jovem Eleita" que dança até sucumbir, até à morte, sagrando o Deus da Primavera - papel de destaque que fora desempenhado em 1980 pelo Ballet Gulbenkian, pela própria Olga Roriz -coreógrafa desta peça que vi e saboreei com todos os sentidos - no Ballet Gulbenkian sob coreografia de Joseph Roudillo. O ponto alto para mim é sim a triunfante entrada corrida das mulheres. Todas de vestidos coloridos, como flores.
Inicia-se o verdadeiro rito ancestral. Sensual mas de uma estética pouco harmoniosa pois os bailarinos parecem sacudir-se, por vezes até violentamente. E caem (bolas, quantas vezes pensei: "aquilo é que é saber cair!") e, finalmente, o que eu esperava! O espalhar louco da areia! hehehe
Fiquei toda contente! Urgia-me ter a areia toda espalhada pelo palco! Estava ávida de ver os bailarinos todos "areados". :oD (sem que caísse areia para a orquestra! calculo que não fosse muito bom para os instrumentos)
O pó suegia e espalhava-se no ar por cima dos bailarinos perante as sacudidelas impetuosas dos corpos magros e no caso delas, do cabelo. Cheguei a pensar como é que aquelas mulheres não partiam o pescoço com tanta sacudidela agressiva das cabeças e do cabelo naquela areia, empoeirando o ar e fazendo ruídos de esforço, quase gritos, sob uma música forte e tumultuosa cheia de picos de emoção e de altos e baixos, na peça de Stravinsky interpretada pela excelência da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
A certa altura, do tecto começou a cair algo, não sei se mais areia se água. Primeiro pensei que seria mais areia, mas depois pareciam-me sprays de água.
E os pés descalços rolavam e enrolavam a areia, figurinos em esforço, danças e contra-danças que quase nos cansavam só de ver.
Bonito o espectáculo de cores proporcionado pelos vestidos das mulheres, de simples corte mas colorido, excepto o da "Eleita" que era preto.
Depois do namoro dos corpois, casais mistos e "menos mistos", um beijo solto, dança compassada e corridas frenéticas, chegara o momento da "Eleita" iniciar a dança da morte que ditaria o final do espectáculo.
Saí de lá exausta de tanto movimento e tanto sacudir de cabelos, cabeças, corpos e areia.
Mas gostei muito da coreografia da Olga Roriz. A mãe, tal como eu já imaginara, gostou mas achou aquilo tudo bastante esquisito.
Eu já tinha visto partes da mesma peça coreografada pela Pina Bausch (que já faleceu mas que conheci pessoalmente! Também no CCB, julgo que em 2003 quando fiz baby sitting para o bebé de um dos casais de bailarinos da sua companhia. Rainer Behr & Julie Shanahan do Tanztheater Wuppertal) Estes senhores das fotos aqui ao lado:

Estranho saber que esta peça de Stravinsky e coreografia de Nijinsky, na sua estreia em 1913 em Paris terá sido muito criticada e mal recebida, considerada mesmo o maior escândalo da história da música. Protestos do público, tanto à parte musical como à coreografia de Nijinsky - coreógrafo sobre quem também estudei nas aulas de Literatura & Artes, uma das minhas cadeiras preferidas na faculdade! - mas nas apresentações seguintes ligeiramente alteradas em forma de concerto, já teve uma aceitação pacífica e depois ficou muito célebre precisamente por toda a polémica em torno da peça.
Eu gostei muito!
Fez-me bem à alma que bem andava a precisar.

"Xô... sai fora. Se enxerga aí, cara. Não sou mais seu pinguim, não, pô.
Eu qui sei o qui quero e SÊ quero e quando quero! Eu Hein!"
E pronto... muito ao jeito de um "Dirty Penguin Callahan" podia dizer-me então (se ao menos falasse ou conseguisse falar), o pinguim, na sua versão da Antárctica:
"- Eat My Spray Powdered Snow, punk."
...
e só o tempo.
urdo para todos que alguém esteja miserável quando finalmente vem o sol, quando há possibilidade de ir à praia, ir a festas, jantares ou outros eventos normalmente agradáveis.